Alteridade: passo para o dialogo


Os homossexuais por vários períodos históricos foram rotulados, vistos como subclasse, como marginais e/ou como seres inferiores, isso por conta de uma cultura machista, bem como a mentalidade religiosa extremista-fundamentalista, que se apossou de uma livro de normas e condutas, a bíblia, para outorgar suas mais diversas insanidades.
Tais realidades ergueram muros e tais muros criaram bloqueios no dialogo; por consequência foram criados degraus hierárquicos na condição sexual do ser humano, por isso ser gay é pecado, ser gay é vergonhoso, ser gay é doença, ser gay é avesso aos valores normativos. 
Frente as considerações citadas é doloroso falar em alteridade, uma vez que tal palavra remete ‘a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende do outro’. E, quando é perceptível posturas homofóbicas e tradicionalistas, por parte dos religiosos-fundamentalistas, dos familiares, dos colegas entre outros no ambiente social, profissional, acadêmico e diversos notamos a decadência da reflexão e do bom senso. Dizia um velho professor que: “bom senso tem ou morre sem.” Daí levamos em consideração que tal enunciado é pertinente, porque percebemos homens e mulheres com vários preconceitos velados. Pessoas com formações e informações, mas cegas por suas retrogradas convicções, que impossibilitam a pratica da alteridade e a abertura para a comunicação com o diferente, como o outro.
Nossa sociedade passa pelo episódio do “moralmente defasada”, porque seus “valores” – família, religião, amor, fidelidade, moral e ética – estão “em colapso”. Tal colapso afeta o cotidiano das pessoas e suas escolhas, fere os laços e perturbar os comportamentos diversos.
 Aquilo que foi cristalizado em de cada sujeito, enquanto modelo de comportamento se tornou um peso para suas vidas, porque não libertou, nem possibilitou pensar na beleza do dialogo.
Parece agressivo e incipiente expressar ideias contra aquilo pré-estabelecido socialmente, porém é necessário tocar no tendão de Áquiles que nossa cultura formatou como “normal-tividade”.
A proposta desse texto é liberar nossas consciências para a reflexão, acerca do nosso papel político na sociedade. Somos pessoas da polís e não aglutinaremos o preconceito, a intolerância e a soberba de uma sociedade que segrega as pessoas por via de ideologias torpes e ignorantes.
A alteridade não deve ser pensada como uma “mera” pedagogia filosófica, mas como uma realidade que muda nossa forma de julgar a realidade que nos cerca. Ela permeia os meandros do bom senso e da convivência.
Ao estabelecer regras de convivência com outras pessoas nos lançamos na atmosfera do respeito mútuo e essa motivação é uma profunda experiência da alteridade, do reconhecimento da figura do outro, da importância do outro.
Devemos ser peritos em humanidade, magistrados em ética, sucessores da verdade e protagonistas de uma sociedade igualitária, onde não há espaço para o ódio, para a homofobia, para a intolerância, porque tudo isso prejudica nosso diálogo com o diferente, com o outro.
Que sua leitura seja ascética.

Tiago Silva de Oliveira
(73) 9138-3970
Licenciado em Filosofia e pós-graduando em Psicopedagogia Clínica e Institucional.

2 comentários:

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Um forte abraço,
Dário Dutra

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ÓTIMO ESTE ARTIGO DO PROFESSOR PSICOPEDAGOGO TIAGO OLIVEIRA. PARABÉNS,
DIEGO DE LIMA, O BONITO.

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