Grupo Gay de Dias D'Ávila na luta contra a Homofobia


Grupo Pegasus realiza atividade contra a Homofobia

O Dia Mundial Contra a Homofobia (17 de Maio) foi comemorado nesta terça-feira (22), reunindo dezenas de pessoas durante todo o dia na Praça Antonio Carlos Magalhães, em Dias D’Ávila, para uma série de atividades organizadas para lembrar a data. O evento, que teve o apoio da Prefeitura Municipal, contou com uma tenda aonde durante todo dia foram feita distribuição de materiais informativos, conscientização sobre Homofobia, Prevenção a DST/AIDS e apresentações artísticas.
De acordo com Rony Gomes, presidente do Grupo Pegasus, esta é a primeira vez que é realizado um ato desse tipo no município. "Nós temos um grupo forte. Não estamos querendo fazer festa, e sim buscar os direitos humanos e de cidadania para a população LGBTT. Está na hora de dizer não para a homofobia", diz ele.


Por que comemorar o 17 de maio:

Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.
Fonte:GCP

Comissão do Senado aprova união estável entre homossexuais

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento. A proposta transforma em lei uma decisão já tomada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011, quando reconheceu a união estável de homossexuais como unidade familiar.

A proposta, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados, onde deverá enfrentar muito mais resistência do que no Senado, especialmente por parte da chamada bancada evangélica.

Em seu relatório sobre o PL, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA, na foto) defendeu a proposta lembrando que o Congresso está atrasado não apenas em relação ao STF, quanto em relação à Receita Federal e ao INSS, que já reconhecem casais do mesmo sexo em suas normas. A senadora lembra, no entanto, que a conversão de união estável em casamento não tem qualquer relação com o casamento religioso.

"O projeto dispõe somente sobre a união estável e o casamento civil, sem qualquer impacto sobre o casamento religioso. Dessa forma, não fere de modo algum a liberdade de organização religiosa nem a de crença de qualquer pessoa, embora garanta, por outro lado, que a fé de uns não se sobreponha à liberdade pessoal de outros", apontou em seu relatório.

Apesar da decisão do STF, que serve de jurisprudência para as demais esferas judiciais, casais homossexuais têm tido dificuldade em obter na Justiça a conversão, mesmo em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Vários juízes alegam, apesar da decisão do órgão superior, que não há legislação a respeito. Durante a votação do STF, o então presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, cobrou do Congresso que "assumisse a tarefa que até agora não se sentiu propensa a fazer" e transformasse a conversão em lei.

Fonte: A Tarde

Saindo do Armario

Em Avenida Brasil, Roni sai do armário, enfrenta preconceito e arruma namorado.
por Redação MundoMais
Roni (esquerda), Leandro (direita) e Diógenes (centro) percebem que o plano de trancar Suelen com sapos deu certo.Roni (esquerda), Leandro (direita) e Diógenes (centro) percebem que o plano de trancar Suelen com sapos deu certo.
Roni (Daniel Rocha) vai revelar sua orientação sexual em 'Avenida Brasil'. O jogador vai sair do armário e se interessar por outro rapaz.
O filho de Diógenes (Otávio Augusto) já demonstrou que não gosta de mulher e que tem uma caidinha por Leandro (Thiago Martins). Suelen (Isis Valverde) já notou e inclusive brincou com Roni dizendo que o ajudaria para ele ficar com o jogador.
Mas na verdade, o grande amor de Roni na novela será Sidney (Felipe Titto), o meio-irmão de Tessália (Débora Nascimento). Ela contou para Leleco (Marcos Caruso) que o irmão é gay, mas ele vai continuar desconfiando que o rapaz tenha outras intenções com sua namorada.
O relacionamento de Roni e Sidney não será nada fácil. Eles vão enfrentar o preconceito de Diógenes (Otávio Augusto) e Dolores (Paula Burlamaqui), seus pais.
"Avenida Brasil" vai ao ar logo após o "Jornal Nacional

Peça Teatral aborda Homossexualidade

Com forte interação com o público, espetáculo teatral “Dizer e Não Pedir Segredo” chega a Salvador nos dias 26 e 27 de maio
Montagem aborda homossexualidade sob ponto de vista histórico-social, inspirada no livro “Devassos no Paraíso”, de João Silverio Trevisan




foto: Adalberto Lima | Divulgação

Sucesso em São Paulo, a montagem Dizer e Não Pedir Segredo, ganhadora do prêmio PROAC LGBT 2010 e indicada ao prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro como uma das melhores encenações em espaços não-convencionais, chega em Salvador, através do prêmio FUNARTE Myriam Muniz para circulação de espetáculos teatrais, nos dias 26 e 27 de maio, com apresentações na Casa Preta, às 20h.


A peça, dirigida por Luiz Fernando Marques - integrante do premiado Grupo XIX de Teatro (SP), retrata o universo da homossexualidade no Brasil, a partir de intensa pesquisa para revelar facetas históricas importantes do amor entre iguais e também explorando a participação do público. No elenco, Ronaldo Serruya, Luiz Gustavo Jahjah e Paulo Arcuri.

A criação, pesquisa e dramaturgia ficou por conta de de Ivan Kraut, Luiz Fernando Marques, Luis Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya e teve forte influência do livro “Devassos no Paraíso”, de João Silverio Trevisan, que foi o ponto de partida para o Grupo.


Na obra, Trevisan conta a história da homossexualidade brasileira, com narração de várias histórias acontecidas em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, entre outros lugares, desde o período colonial. Histórias e casos de amigos também foram importantes na composição da dramaturgia.


O espetáculo e a participação da plateia
Dedicado à memória de Ivan Kraut, o espetáculo é um mergulho no universo da homossexualidade masculina no Brasil, sob uma perspectiva histórico-social, na busca da construção de uma identidade gay em paralelo a uma identidade brasileira. O texto da peça, criado de forma colaborativa pelos atores e direção, embaralha os tempos, vai e volta cronologicamente, e constrói, numa linha evolutiva, um olhar sobre o desejo.

Os textos passam pelo olhar da criança, em um primeiro momento. O olhar que nada julga sobre o desejo, que se expressa de maneira libertária, sem amarras, por não saber ainda categorizar os valores. Ao mesmo tempo em que estes textos se contextualizam num tempo histórico onde o Brasil ainda engatinha, ainda dá os primeiros passos para construir a sua ‘ grandeza épica de povo em formação’.

A encenação de Dizer e Não Pedir Segredo é construída com a cumplicidade da plateia, que interage e assiste às cenas dentro do próprio espaço cênico: uma sala, que poderia ser qualquer sala, de qualquer família brasileira, lugar onde por hipocrisia ou medo nada se revela, ou melhor, tudo se apresenta velado, sob os signos reconhecíveis da norma padrão, de uma sociedade heterossexual falocêntrica que dita as regras.

Na peça, a sala, como um possível ícone desse padrão, se desvela aos olhos da platéia conforme os códigos cênicos vão sendo dados. Os espectadores decidem onde se sentar, escolhem adereços e figurinos, e  compõem com seus corpos e gostos este ambiente de estar,  transformando-se em sugestões de personagens, ações, climas e situações. Esta interatividade é feita de maneira delicada e gradativa, e faz com que a dramaturgia se renove a cada apresentação.


O olhar sobre as diferenças
"Falar sobre o gênero é falar da complexidade que envolve o desejo humano. É tarefa árdua e perigosa, e se deve evitar, a todo custo, que a moral compareça, que o bom senso impere e que o julgamento se instaure. É preciso aceitar a diferença", diz Luiz Fernando Marques, diretor do espetáculo.

Marques explica ainda que, em um primeiro momento, o olhar da criança se expressa de maneira libertária, sem amarras, por não saber ainda categorizar os valores. “À medida que avançamos no tempo, este olhar infantil vai ficando pra trás, os valores e preconceitos são introjetados, discutidos, colocados em conflito nas relações familiares, mães e filhos, pais e filhos, nas relações de classe, nas relações de poder, tendo como moldura um País que tenta a passos trôpegos e contraditórios construir a sua ‘grandeza épica de povo em formação”, completa.

Sobre o encontro - Teatro Kunyn
"O teatro é casa do afeto, todo mundo sabe disso. É um lugar para afetar e ser afetado, deixar-se transpassar, sagrar-se instrumento, comungar uma reflexão, compartilhar paradigmas. No encontro encontro entre os atores Ronaldo Serruya, Paulo Arcuri, Ivan Kraut e Luiz Gustavo Jahjah e do diretor Luiz Fernando Marques, nasceu o Teatro Kunyn: pelo desejo de pesquisar e refletir sobre a questão de gênero no Brasil, de tentar entender o que seria a construção de uma identidade gay em paralelo à construção de uma identidade brasileira, e assim perceber como cada um de nós vivia a sua própria homossexualidade", conta o ator Ronaldo Serruya.

"Queríamos responder a pergunta: o que é ser gay neste país? Não encontramos respostas, e sim mais perguntas", diz o ator, que conta que durante mais de dois anos o grupo mergulhou em livros, filmes, artigos, teorias, documentários e depoimentos. "Colocamos na mesa de discussão e na sala de ensaio nossas próprias experiências para construir o discurso, achar o tom, o recorte, o que queríamos dizer. Foi um longo processo para poder revelar o segredo. E nunca a vida esteve tão presente, com toda a sua contraditória perversidade. Perdas, alumbramentos, separações, descobertas, reencontros. Como diria o poeta: os sentimentos vastos não tem nome", explica Ronaldo.



Ficha técnica
Criação, pesquisa e dramaturgia: Ivan Kraut, Luis Gustavo Jahjah, Luiz Fernando Marques, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya
Supervisão dramatúrgica: Ronaldo Serruya
Direção: Luiz Fernando Marques
Elenco: Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya
Assistência de direção: Daniel Viana
Iluminação: Wagner Antônio
Figurinos e adereços: Ligia Yamaguti e Felipe Cruz




SERVIÇO:
Dizer e Não Pedir Segredo – Apresentações em Salvador
26 e 27 de maio de 2012
Casa Preta (Rua Areal de Cima, nº 40, térreo - Dois de Julho / Salvador (BA) Fone: 71 9967-1342)
Às 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira)
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 90 min.




Assessoria de comunicação:
COMUNIKA PRESS +55 71 3497-5000
Atendimento:

Itaberaba reliza atividades no Dia Contra a Homofobia

Com Homofobia não há democracia!

O Grupo LIVRE - Liberdade, Diversidade Sexual, Educação e Cidadania,  no dia 17 de maio, em comemoração ao Dia Internacional  de luta contra a Homofobia estará com um Stand localizado na Praça do Coqueiro, partir das 9:00horas, a proposta será distribuir insumos e informativos sobre o dia contra a homofobia, e informes sobre os direitos dos LGBTs, Teste Rápido FIQUE Sabendo( em uma sala do CEREST, para o aconselhamento). E faixas pela cidade sobre o dia municipal de combate a homofobia. A atividade esta contando com grande apoio da Articulação Brasileira de Jovens Gays- ARTGAY JOVEM.

POR QUE DIA 17 DE MAIO?

Em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), oficialmente declarada em 1992. Com essa mudança, o termo homossexualismo deixou de ser utilizado, pois o sufixo ismo se refere à doença, e o termo homossexualidade passou a ser adotado para se referir aos homossexuais.




                                                            Realização :                                                                                                


 


                  
                    
                 
                                  Apoio :

Missa pelas Vitimas da Homofobia




CONVITE

A Congregação Mãe de Deus (CMD), em parceria com ONG Grupo Contra o Preconceito e Núcleo LGBT Metropolitano, e outras entidades, CONVIDA a todos interessados em celebrar a Missa pelas vitimas da Homofobia e Discriminação. Esta é uma das atividades no calendário de Maio 2012 que a CMD pretende realizar em prol do Segmento LGBT.

O QUE?:
MISSA PELAS VITIMAS DA HOMOFOBIA.

ONDE?:
PAROQUIA NOSSA SENHORA DE VALERIA, EM SALVADOR-BAHIA.


QUANDO?:
18/05/2012, ÀS 19:30

ENDEREÇO:

Rua do Lavrador 48 Valéria Salvador Bahia. Entrada ao lado do Colégio Estadual Noêmia Rego

Informações: 71-41026051/92355101/.

Barack Obama declara apoio ao Casamento Gay

O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu nesta quarta-feira o direito de pessoas do mesmo sexo se casarem, revertendo sua posição sobre a questão e pondo fim a meses de ambiguidade sobre um tema com poderosos efeitos em um ano eleitoral. “Afirmo que casais do mesmo sexo deveriam poder se casar”, disse em uma entrevista ao “Good Morning America”, da rede ABC News, ainda a ser veiculada.

A declaração foi feita após o líder americano enfrentar crescente pressão sobre a questão após seu vice-presidente e seu secretário de Educação terem se declarado favoráveis às uniões entre pessoas do mesmo sexo. Na entrevista, Obama disse ter concluído que é imporante para ele declarar essa posição.
De acordo com o blog da ABC, Obama afirmou que alcançou essa conclusão depois de discutir a questão com membros de sua equipe, com funcionários gays e lésbicas e com sua própriafamília durante anos. Segundo ele, os EUA estão cada vez mais confortáveis em relação ao casamento gay, citando como exemplo a opinião de suas próprias filhas sobre o assunto.
“É interessante, porque parte disso (dessa discussão) é também geracional”, disse. “Malia e Sasha têm amigos cujos pais são casais homossexuais. Houve momentos em que eu e Michelle conversamos com elas durante o jantar, e expressaram seu desconforto com a possibilidade de os pais de seus amigos serem tratados de forma diferente. Isso não faz sentido para elas e, francamente, esse é o tipo de coisa que estimula uma mudança de perspectiva.”
A questão do casamento gay fortaleceu-se como tema de campanha depois que o vice de Obama, Joe Biden, declarou-se no domingo a favor da medida, enquanto nesta terça-feira eleitores da Carolina do Norte aprovaram uma medida constitucional que proíbe o casamento gay no Estado.
A seis meses da votação, e com outros referendos sobre o tema agendados em outros Estados, críticos vinham acusando Obama de não se posicionar claramente para tentar conseguir o apoio de eleitores favoráveis e contra o casamento gay. Em 2008, ainda como o candidato democrata à presidência, Obama disse que apoiava a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas não o casamento. No entanto, no final de 2010 Obama comentou que sua postura sobre o tema “estava evoluindo”, o que frustrou militantes gays.
No domingo, Biden afirmou estar “completamente confortável” em relação ao casamento gay. Depois, o secretário de Educação Arne Duncan também se posicionou a favor, tornando-se a terceira autoridade do governo Obama a tomar tal atitude – antes de Biden, o secretário de Habitação Shaun Donovan já tinha feito um comentário similar. Desde então, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, desviou de uma série de perguntas de jornalistas sobre a opinião de Obama. (Último Segundo)

Programa discute sexualidade na TVE


DIVULGAÇÃO

A série Muito Prazer é composta por doze programas e tem como objetivo abordar a sexualidade nas dimensões biológica e sócio-cultural, a partir de orientações inseridas no eixo Direitos Humanos e Diversidade, possibilitando à Comunidade Escolar uma percepção mais objetiva da relevância da sexualidade na construção da(s) identidade(s) dos indivíduos. Os temas trabalhados incluem, também, o debate sobre o combate à violência entre os gêneros, à homofobia, além de informações quanto ao sexo seguro e ao planejamento familiar.
É um programa de auditório, gravado em estúdio, com apresentador - o Profº e ator Sérgio Farias - que recebe, em cada uma das doze edições, um especialista para abordar o assunto relacionado ao tema, além de apresentar uma reportagem com outros pesquisadores da área com a finalidade de ampliar a discussão.

A plateia é formada por alunos do Colégio Estadual Edivaldo Brandão Correia - Cajazeiras IV - Salvador/BA, que fazem perguntas aos convidados sobre a temática exposta.

TEMAS TRABALHADOS
CONVIDADOS
ENTREVISTADOS
01. Sexo e Sedução
Ordep Serra
Mônica Daltro
02. A construção histórico-cultural da diferença de gênero
Alinne Bonetti
Tereza Cristina Fagundes
03. Emancipação feminina e revolução sexual
Izaura Cruz
Teresa Cristina Fagundes e
Maria Paquelet Barbosa
04. Masculinidade
Jorge Santana Bispo
Suely Messeder e Osmundo Pinho
05. Homossexualidade
Suely Messeder
Leandro Colling e Marcelo Cerqueira
06. Sexo, reprodução e família
Rosângela Castro
Vânia Bustamante e Mônica Daltro
07. Gravidez na adolescência
Mary Fontes
Alessandra Meira, Margareth Fialho e Estela Aquino
08. Violência Sexual
Valdemar Oliveira
Telma Maria de Oliveira e José Antônio Pereira
09. Sexo Seguro
Meire Fontes
Margareth Fialho e Greice Menezes
10. Aborto
Carla Batista
Greice Menezes
11. Prazeres e Tabus Sexuais
Sônia Rangel
Luiz Barbosa e André Barbosa
12. Sexualidade e Indústrial Cultural
Djalma Thurler
Clebenilton Nascimento e Malu

Meninos de Rosa, Meninas de Azul!

O documentário começa com uma propaganda do serviço do Governo Federal Disque 100, que desde o início do ano passado recebe denúncias de casos de preconceito e discriminação. Logo depois vem o desabafo pessoal do jovem Matheus Rodrigues, seguido por explicações do psicólogo Claudio Picazio e de Carla Cristina Garcia, professora de Antropologia da PUC-SP.

Confira o documentário sobre homofobia e bullying, com participação de psicólogos e relato de um jovem gay.

Projeto de deputado federal pode interferir em decisão do STF sobre união homoafetiva



O deputado federal do PT, Nazareno Fonteles (foto), em entrevista ao Jornal do Piauí desta terça-feira (1º), reiterou sua posição que o judiciário estaria substituindo o papel do legislativo. O parlamentar tem uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) polêmica tramitando na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, que pretende impedir que isso aconteça.
Na prática, caso a proposta seja aceita, decisões do Supremo Tribunal Federal que regularam assuntos como o aborto de anencéfalos e a união homoafetiva, estariam em xeque.
Fonteles afirma que nestes casos – e em outros – o judiciário acabou indo além do seu papel definido na constituição. “A Constituição Federal dá o poder de legislar ao Congresso. Compete exclusivamente a ele preservar sua normativa. Ninguém pode deixar o Supremo ser o dono da interpretação da Lei. Se isso acontecer, viveremos na mão de meia dúzia de pessoas e numa insegurança jurídica”, justifica.
O deputado diz que o Supremo acabou interferindo em decisões que cabiam exclusivamente ao Congresso. “O aborto de anencéfalo não está previsto nem na lei, nem na constituição. Juiz de nenhum lugar tem poder para decidir sobre isso. Se ele está contra o Congresso, está contra o povo que tem como representantes os parlamentares. O supremo tem que estar submetido ao povo. Não podemos tolerar o judiciário estar legislando”, afirma.

Dia de Combate a Homofobia será lembrado pelo Coletivo LGBT da UESC-Ilhéus

                                 Dia de combate à Homofobia – UESC

O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembléia Mundial da Saúde, órgão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia. No Brasil, esta data foi instituída em 2010, a partir de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendendo a reivindicações de movimentos ligados à defesa dos direitos dos homossexuais.
Em comemoração à data, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus – BA), motivado por uma idéia que surgiu na Universidade Católica de Brasília, traz um dia temático à causa, com exibição de filme, mesas-redondas, debates e um piquenique. Esse evento surge da necessidade cada vez mais urgente de combater o preconceito, em suas mais diferentes formas de manifestação e ação (homofobia, lesbofobia e transfobia) e, assim, evitar que cada vez mais pessoas continuem sendo discriminadas e, em muitos casos, covardemente assassinadas por causa de suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero.
A nossa educação por muitos anos vem reproduzindo valores machistas, homofóbicos e racistas. A universidade como um dos espaços de formação educacional de indivíduos não pode mais suportar esse tipo de modelo de educação. Hoje, mais do que nunca, existem indivíduos organizados que reivindicam seus direitos por uma educação realmente inclusiva.

A diversidade humana deve ser encarada como algo positivo, pois a história nos ensina que quando se tentou negar a diversidade pairaram-se monstros como o nazismo e o sistema escravocrata. Pessoas LGBT existem em todos os espaços. Ignorá-las ou desrespeita-las só contribui para estimular a violência nas nossas escolas e universidades e também potencializar tristes indicadores de nossa educação (evasão escolar, bullyng, dificuldade de aprendizagem).

A livre orientação sexual e a identidade de gênero são um direito humano e devem ter espaço de debate nas escolas, nas universidades e em todos os lugares . Por isso, lutamos para construir uma universidade que discuta e incorpore toda a diversidade sexual e de gênero. Sendo assim, o Coletivo LGBT da UESC convida a tod@s para participarem da programação do Dia  de combate à homofobia.
O evento também se propõe a relembrar o I Ato Público contra a Homofobia na UESC, ocorrido em 2011, no Bar Inferninho. Local este bastante freqüentado pela população acadêmica e que foi palco de uma situação preconceituosa, quando dois estudantes gays ao se beijarem foram repreendidos pelo dono do Bar sob a alegação que tal demonstração de afeto era uma ofensa aos clientes do estabelecimento.

Programação:
(17/05/212 – 08:00 às 17:00)
08:00 – Cine-debate: Exibição de curta metragens com temática LGBT (Sala de reuniões – DFCH)
- Eu não quero voltar sozinho
- Eu não gosto dos garotos
- Delicado
            - Shame no more (Vergonha nunca mais)

- Depois

10:00 – Mesa-redonda: Foucault e a História da sexualidade (Grupo de estudos de Gênero da UESC)
13:30 – A discriminação contra LGBT no sul da Bahia 15:00 – Piquenique pelo mesmo amor (Bosque da UESC)

Inscrição: As inscrições podem ser feitas no período de 01 a 17 de Maio através do e-mail generoepoder@gmail.com. Basta enviar nome completo e Instituição a qual está vinculado.

Núcelo LGBT promove Audiência com com Travestis e Transexuais em Salvador

Governador Jacques Wagner cumprimenta Paulett Furacão, acompanhada do secretário Almiro Sena, na semana passada
Para iniciar as atividades no mês de combate a homofobia, a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, através do Núcleo Estadual LGBT, promoverá uma audiência com Travestis e Transexuais no dia 3 de maio na SJCDH, auditório Pedro Milton, no CAB a partir das 16h.

Na audiência será realizada uma escuta sobre os anseios do segmento das Travestis e Transexuais e das ações da SJCDH, através do Núcleo Estadual LGBTcoordernado por Paulette Furação, primeira servidora Estadual Transexual

Fonte: Dois Terços

Semana da Diversidade Cultural LGBT de Salvador

Desde que terminou no dia a 10ª Parada LGBT da Bahia que o Grupo Gay da Bahia (GGB) não pára de produzir conceitos e propor ações para a próxima edição do evento que já tem data marcada para 9 de setembro próximo. Um dos conceitos avaliados pela entidade é a sustentabilidade do evento que este ano ganhou oito dias de mobilização cultural com uma programação variada de mais de 11 atividades culturais.

O GGB avaliou e conclui que a Parada em si é a grande celebração da diversidade e que o dia em si é dedicado a festa e a explosão de alegria e de felicidade. De acordo com a entidade as ações que envolvem conscientização, militância, saúde, prevenção acontecerão ao longo da semana no período de 1 a 8 de setembro, finalizando no dia 9 com a celebração da 11ª Parada que tradicionalmente envolve o desfile de cerca de 15 trios elétricos e uma população de 1 milhão de pessoas. “A Parada é uma das festas populares da Bahia com a maior adesão da população” disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB apontando que a participação dos órgãos públicos é de muita importância para o sucesso do evento.

Palestras, seminários, intervenções com instalações de arte na cidade, mostra de filmes, feiras e muita mobilização é o que promete a entidade que participara do Salão de Turismo que acontece na primeira quinzena de maio no Centro de Convenções da Bahia. O GGB adianta que uma das iniciativas a ser realizada em parceria com a Abrasel (Assoc de bares e restaurantes) objetiva humanizar o atendimento aos LGBT em bares e restaurantes. Inclui concurso de Drinks e dramatização teatral do atendimento inadequado dispensado pelos garçons aos LGBT nestes estabelecimentos.

Outro desafio para a sustentabilidade que vem sendo trabalhado pela entidade é fazer do evento uma opção para promover o fluxo de turistas de outros estados que poderão visitar Salvador atraídos pela Semana Cultural e pelos atrativos da cidade em si. “A Semana serve para duas coisas, revigorar a militância junto aos LGBT da cidade e chamar gente de fora para interagir com a nossa cultura e população que já é muito receptiva aos turistas” conclui Cerqueira informando ainda que o trabalho desenvolvido visa transformar o evento em um produto cultural que possa satisfazer a comunidade LGBT, a cidade e os patrocinador que terá a certeza de que sua marca será aplicada com seriedade e compromisso de retorno e entrega do produto. Dentro desse conceito e compromisso diferente do ano passado a entidade já vem dialogando com Cervejarias, empresas de Telefonia e outros com sucesso.

O GGB adianta que a campanha a ser trabalhada pela entidade especificamente por ocasião da Parada é “Consumidor Sim” e deverá dialogar com empresas e marcas quais os LGBT são consumidores e muitas delas se negam apoiar eventos voltados à diversidade, a posição do GGB é bem sensata e faz a seguinte ponderação. “ Se eu consumo o seu produto, se a empresa patrocina tantas outras atividades culturais, porquê não apoiar a diversidade LGBT” conclui Cerqueira. Ivete Sangalo, Preta Gil, Edson Cordeiro e Mariene de Castro já foram madrinha da Parada. Este ano será a vez de Claudia Leitte que já confirmou a participação no evento.

Marcha do Axé reúne manisfestantes LGBT e de religiões afro contra preconceito religioso

Praticantes e adeptos das religiões afro-brasileiras participaram hoje (28) de uma manifestação contra a intolerância e o preconceito religioso no Parque Ibirapuera, na capital paulista. Também uniram-se à chamada Marcha do Axé, pessoas ligadas aos grupos de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (GLBTT) e organizações não governamental (ONG) contra o racismo. A Polícia Militar estima que cerca de 2 mil pessoas participaram da marcha.

Segundo um dos organizadores da marcha, Jorge Scritori, a manifestação é um movimento de conscientização com relação às dificuldades que a comunidade dos praticantes do umbanda e candomblé sofrem com relação à intolerância, ao preconceito e à discriminação. “Queremos trazer uma visão em relação a tudo o que vem acontecendo em todas as comunidades. Hoje se um dos meus filhos manifesta o teor religioso que temos em casa, tem dificuldades. Se há um terreiro pequeno dentro de uma comunidade ou um bairro, há vidros quebrados, entre outras coisas”.

Scritori destacou que, muitas vezes, esse tipo de agressão é impulsionado até por pessoas de outras religiões. Devido a esse comportamento, ele disse que o objetivo é levantar a discussão sobre o preconceito e sobre uma consciência maior do que é religião. “Queremos colocar isso de forma clara para a sociedade. Queremos a inclusão e aceitação do nosso processo. Não exigimos a mesma crença, mas é dever de todos respeitar”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil